Archive for the ‘Cinema’ Category

Assisti: Matador Implacável (AGORA TEM SHAO KAHN NO MEIO)


10 Jan

Se você ainda não leu o meu post que explica o que é esta obra cinematográfica notória, por favor, faça-o antes de ler este texto.

Decidi que hoje ia enfrentar a difícil tarefa de assistir, por completo, Matador Implacável (vulgo Lesser of Three Evils, vulgo Fist of the Warrior). O fiz, são só 81 minutos, mas não foi fácil.

O problema já começou com a enxurrada de trailers vagabundos que durou uns bons dez minutos. Pelo menos entre eles estava essa gema rara de trailer:

(Agora imagine isso, só que em português.)

O menu é qualidade PURA, sente só:

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E sim, o menu tem as barras de letterbox, só porque quem o fez é COMPETENTE PRA CARALHO. E não se anime com os extras, eles são: sinopse do filme e mini-biografias de dois dos atores.

O carrancudo aí da foto acima é um cara que já teve carreira, foi vilão em O Máscara, apareceu em Pulp Fiction e tudo mais. Nesse filme ele é meio que o vilão, mas não se engane: ele aparece MUITO mais do que o “protagonista” que, por não saber atuar aparece muito pouco e só é introduzido de verdade depois da metade do filme.

Voltando ao loirinho: ele parece cuidar duma boate de strip-tease pra um mafiosão mafiosinho 100% esteriótipo, até que um dia ele decide que também quer traficar um pó. Dito e feito ele rouba um pó duns caras e vende.

Nesse a gente acaba conhecendo um detetive muito mala que tem uma mulher alcóolatra que não tá afim de aturar nada dele nem de atuar de verdade. Ele parece é o típico policial corrupto chatão que você tem que odiar, mas como tudo no filme, não dá pra levar ele a sério, não só porque eu não entendi nada da história dele, mas porque olha a cara dele:

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Um personagem que eu achei muito pouco utilizado é o comparsa brutamontes, mas submisso e boboca do vilão loiro. Ele fala algo sobre usar a arma da namorada lá perto do fim do filme, acho que era pra ser engraçado, marquei pontos pra ele. Mas ele leva o HIGH SCORE do filme porque é ninguém mais, ninguém menos, do que Brian Thompson. Não reconhece o nome? Não me surpreendo, mas ele é:

vlcsnap-2010-01-10-22h55m35s38(2) O SHAO KAHN DE MORTAL KOMBAT: A ANIQUILAÇÃO!

É isso mesmo: o filme conta com o Liu Kang/Shang Tsung de Mortal Kombat e Mortal Kombat II enfrentando um aliado do Shao Kahn de Mortal Kombat: A Aniquilação. AWESOME POINTS: TOO FUCKING MANY!

Depois de traficar umas drogas, o loirinho decide matar seu chefinho da mafia inexistente. Pra isso ele chama o nosso herói: Lee Choe. Isso mesmo, só agora a gente tem alguma idéia de quem seria este cara que, SUPOSTAMENTE, é a estrela do filme. Mais cedo ele aparece dando oi pruma mina lá, mas é só isso. Enfim, Lee diz que nem vai matar ninguém, que vai mudar de vida, ir no Roda a Roda Jequiti, pagar “as dívida” e comprar uma casa própria com o dinheiro da Tele-Sena. O loirinho roda a bahiana e diz que vai contar tudo pra mãe dele namorada do Lee.

“Contar pra namorada” aparentemente é código pra estuprar na frente dele e ainda matar só porque ela tentou fugir. Nessa o Lee fica PUTO e sai matando todo mundo que trabalha com/para/perto do loirinho. E é isso que ele faz no restinho do filme.

Em algum momento nosso detetive maroto leva uma bronca do meu chefe de polícia fictício favorito:

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image Depois ele vai até uma médica/mina de jaleco que faz umas pesquisa num PCzinho maroto e diz que Lee serviu no exército. O detetive vai atrás dum mano do exército que serviu junto do nosso herói. Ele diz algo sobre ele amar a mina dele mais do que eu amo Mini Bis e que se mataram ela, ele não vai parar até acabar com todos, tipo eu quando abro um copinho de Mini Bis.

Depois disso não me lembro se ele aparece de novo, mas quem aparece é Lee, conversando com um chefão do crime que diz pra ele que os outros chefões dão permissão pra ele acabar com a raça do loirinho. Lee o faz rapidamente e sem ninguém (leia-se: eu e meu primo, que aturou o essa merda comigo) entender nada o filme acaba. Nem créditos rolam, já cai de volta no menu. (Quem dera fosse assim com todo filme).

“Mas sem créditos, Gus?” Pois é, chuto que isso tem algo a ver com o fato do filme ter sido lançado aqui em 2007, dois anos antes dos produtores lançarem ele nos EUA. Isso somado às cenas sem sonoplastia alguma e outras em que mal se ouve os atores me faz acreditar que a versão lançada aqui seja um work in progress, mas que a Platina Filmes (mais uma ilustre empresa com site oficial hospedado no blogspot) não liga.

Além disso, o diretor Wayne Kennedy (que nunca dirigiu outra coisa, chuto que nem bicicleta) não sabe pra que serve iluminação. Todas as cenas do filme são extremamente escuras e em algumas fica difícil saber o que está acontecendo (mas pelo menos isso combina bem com o fato de eu me sentir assim com a história, MUITA SINERGIA). Outro “estilo” dele é repetir o mesmo chute, soco ou whatever várias vezes, só pra você sentir o quanto aquilo ali não é falso e como deve ter doído. Ah como eu adoro técnicas infanto-juvenis de direção.

Recomendo? Ô!

 

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Não seria “aumentam”?

Matador Implacável: A Intriga de Dois Liu Kangs


10 Jan

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Em algum momento de 2008, ao sair da redação da Digerati com o companheiro Claudio Prandoni e andar pela paulista, como era costumeiro, me deparei com o DVD presente na fotografia acima: Matador Implacável.

O que mais me chamou a atenção não foi nem o nome do filme (que impõe respeito), mas a presença imponente de Robin Shou (que interpretou Liu Kang nos filmes Mortal Kombat e Mortal Kombat: A Aniquilação). E não só ele esta lá com cara de “Vou te quebrar, seu animal.” mas ele está vestido de Liu Kang, o que só aumenta a credibilidade da ameaça.

Ontem, durante o happy hour eu mencionei a existência desse DVD em minha imensa coleção de porcarias e disse “E estrela o Ho Sung Pak, que fez o Liu Kang no filme do Mortal Kombat.” Nessa o Kadú Araújo, da FD Comunicação, indagou se Ho Sung Pak não era, na verdade, o ator que “interpretou” Liu Kang nos dois primeiros jogos da série.

Parei. Pensei. Ele estava certo.

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Fame


12 Nov

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Fame é um filme sobre jovens que querem ser famosos estudando diferentes artes performáticas na escola em que todos os personagens de High School Musical gostariam de estudar.

Se esse último parágrafo lhe deixou com vontade de ver o filme, corra, saia daqui, pois eu não gosto de você e você não vai gostar do meu texto.

O maior defeito de Fame é a falta de uma história. Sim, há um colégio, há personagens, eles têm sonhos. Mas não passa muito disso, nunca nos aprofundamos muito nos objetivos e nos conflitos dos estudantes, com certeza um dos efeitos colaterais de tentar acompanhar três anos na vida de uma meia dúzia de adolescentes.

Alguns querem ser cantores, alguns querem ser rappers, outros querem dançar balé e tem uma menininha lá que quer ser atriz. Ah, também tem a menina que vira atriz no meio do filme, mas eu tinha me esquecido. Sabe por quê? Porque a trama da coitadinha é tão bem desenvolvida quanto um feto alimentado com Talidomida. Na verdade nenhuma trama é desenvolvida, coisas acontecem e parecem ter algum efeito, mas nada muito discernível. Em alguns momentos foi um alívio, já que eu não curto muito aturar momentos de drama adolescente sendo mal interpretados por uns pós-adolescentes que não sabem fazer nada do que fingem fazer no filme.

Não vi o Fame de 1980, mas vou apostar que não é tão ruim e dispensável, já que conseguiu gerar uma série de TV e até esse ramake.

Ó EU AÍ, Ó


20 Jul

Porque autopromoção é o que liga!

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Oi, só dei uma passadinha aqui pra deixar os links das críticas que eu fiz pra Rolling Stone nos últimos meses. O site tá todo novinho e bonitinho, então fui e agreguei uns links.

LEGO Batman

Mortal Kombat VS DC Universe

50 Cent: Blood On The Sand

Velozes e Furiosos 4

Afro Samurai

Bionic Commando

Por enquanto é só, o meu texto sobre Geometry Wars 2 (meu primeiro para a revista) não está lá no site, porque tem algumas coisas mais antigas que não entraram lá e tal.

Bom, na próxima edição da revista tem meu texto de Se Beber, Não Case. Se comprar, leia… E assita o filme.

Jean Charles


30 Jun

Imagine-se diante de um desafio: “Aposto que você não consegue fazer um filme disso.” O evento em questão é a morte do Brasileiro Jean Charles de Menezes. O tal desafiado é o Henrique Goldman, que topou e desafio e… Bom, fazer o filme ele fez. Escreveu, co-produziu e co-roteirizou.

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Toda vez que olho para esse pôster eu leio “STALLONE é Cobra”

Já fui ver o filme com este pensamento na cabeça, não conseguia imaginar como criar uma narrativa cinematográfica com uma vida cujo grande ponto de interesse é seu abrupto fim. Não estou dizendo que só porque o cara morreu levando chumbo na cuca que a vida dele não é interessante, mas a única coisa extraordinária da sua existência parecia ser esse evento, pelo menos para mim e para todos com quem discuti a questão. O filme não me convenceu do contrário.

A primeira cena mostra Jean voltando do Brasil com a prima. Ela está usando um visto de turismo para entrar na Inglaterra, enquanto ele tem um visto de residente (obtido ilegalmente). O papo dele de que ela está lá pra ajudá-lo com o filho recém nascido cola nos oficiais e os dois saem do aeroporto. Ele comemora sua “façanha” de convencer o pessoal da imigração numa cena que parece servir só para, desesperadamente, conseguir a simpatia do espectador, uma certa admiração pela malandragem de Menezes. Comigo não colou e acho que não sou exceção. Aliás, o filme todo é uma grande compilação de eventos mundanos na vida de Jean todos mostrados de maneira a enfiar goela abaixo do público compaixão pelo protagonista. Para se ter uma idéia, o momento “heróico” de Jean Charles é consertar o equipamento de som em um show de Sidney Magal. Não que eu não a queira ver sorrir e cantar, mas é foda. Afinal tudo é um preâmbulo mal disfarçado para a, já esperada, morte dele, logo todo peso deste momento depende da ligação do protagonista com o espectador. Comigo não colou.

A vida de Jean Charles é banal, pelo menos quando mostrada em filme. Ele é um eletricista que faz um monte de malandragens e… E… Putz, é mais ou menos isso mesmo.

Além da vida muito pouco interessante de Jean Charles, o filme decide irritar e/ou entediar mais ainda o público ao utilizar pessoas que conheceram o verdadeiro Menezes. Isso mesmo, Goldman achou uma baita idéia utilizar pessoas comuns no lugar de atores, afinal atuar nem deve ser tão difícil assim né? É horrível e rende algumas risadas até. Cenas que são feitas para passar emoção ou estabelecer personagens lembram mais aqueles episódios de Saturday Night Live onde um apresentador-celebridade muito ruim faz parte dos esquetes.

Além de o diretor Henrique Goldman cagar e andar pra qualidade da atuação dos atores e dos não-atores (ou até não-atuantes) ele ainda é ruim de câmera. Os planos totalmente chapados criam cenas visualmente chatas (em todos os sentidos… menos no de piolho de pentelho) e várias momentos no filme sofrem de movimentos de câmera e cortes que, de tão toscos se tornam aparentes e incomodam até alguém que não entende muito sobre a coisa, como eu.

E nem pra terminar o filme fica fácil, após a morte de Jean, tive de aturar mais uma meia duzia de cenas desprovidas do melhor ator do filme que pareciam existir só para que o Goldman pudesse dizer “Olha, não acaba com ele morrendo.”

Não vou matar ninguém, mas essa crítica acaba por aqui.

[Update: Esqueci de linkar o brother Rafael Gomes que aturou este horrível filme comigo e também escreveu uma crítica.]

O Ovo de Tóquio


04 Apr

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Há umas duas ou três semanas (bem no começo das vendas de ovos de páscoa nos grandes super mercados) o companheiro Prandoni me alertou para a existência de um inusitado item que estava marcando presença nas lojas do Grupo Pão de Açúcar: um ovo de páscoa com o tema de Velozes e Furiosos: Desafio Em Tóquio (vulgo MEU FILME FAVORITO e/ou O MELHOR FILME DO MUNDO).

Ao saber disso corri para o Pão de Açúcar mais próximo na manhã seguinte (pois é, até acordei antes do meio dia) e adquiri uma unidade deste tesouro oval.

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Quando me deparei com toda a beleza e graça de meu querido ovo de páscoa comecei a imaginar que tipo de acontecimentos catastróficos aleatórios levam a Qualitá a, em 2009, decidir usar a licensa de um filme semi-obscuro de 2006 que não fez NENHUM sucesso (seja de crítica ou de bilheteria) para um ovo de páscoa? Ainda mais um filme que não apela para o público infantil e cuja maioria dos infantes (e dos adultos, convenhamos) nem conhece. Só por que vem com um carrinho de brinde? Um ovo com um carrinho já não seria atrativo o suficiente? E mesmo se a licensa atrai público: vale a pena pagar à Universal pelos direitos de imagem do filme só para vender uns ovos com carrinho a mais? Temo que essas perguntas nunca sejam respondidas.

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Crítica de Velozes e Furiosos 4


03 Apr

… Mas não aqui.

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Como você já DEVERIA saber eu sou um fã absurdo do terceiro filme da série: Velozes e Furiosos: Desafio Em Tóquio (o considero o melhor filme do mundo). E fico PUTO pelo filme novo ser ruim. Como eu disse ao Pablo Miazawa (editor da Rolling Stone): "Queria que o filme tivesse sido bom para eu poder chocar os leitores da sua revista de gente iluminada, gente cult, gente que aprecia a arte de verdade, não joguinho e filme de carro."

Deixo-os com uma prévia de meu texto e o LINK para o tal.

“Cenas com carros há várias, mas corrida mesmo é somente uma. E o único furioso é Dom Toretto. Fazer justiça ao título era o mínimo que se podia esperar.”

Drinkast #01: Retard Strength


17 Mar

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Separados há milênios (em anos de internet) eu e Batalha nos unimos para enfretar a besta… Ou pelo menos o energético da besta: Retard Strength.

Ouça até o fim para descobrir porque eu mereço ser o sucessor de Marília Gabriela.

 
icon for podpress  Drinkast #01 [58:07m]: Play Now | Play in Popup | Download

Crítica: Watchmen


11 Mar

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POW! SWOOSH! CRASH! Assim começa Watchmen, que nos seus primeiros minutos mata seu melhor, mais inteligente, carismático e coerente personagem. O Comediante está certo: a vida é sim uma piada… Bom, talvez não, mas este filme certamente é.

Tudo se passa num mundo onde há super heróis desde o começo do século vinte, mas nenhum deles têm super poderes. Ah e Nixon vai sendo reeleito indefinidamente. Sem contar que ele e todas as outras figuras políticas que aparecem são interpretadas com a leveza do Mike Tyson e a afetação de um membro do Saturday Night Live. Sem contar a maquiagem que é de fazer o Professor Aloprado corar.

Nunca li a graphic novel (pronto, não chamei de gibi, estão felizes?) na qual o filme de Zack Snyder se baseia, mas se os comentários de que é a mais fiel tradução dos quadrinhos para o cinema são verdadeiros, que merda de revista esta não deve ser.

Após a queda fatal do único macho com M maiúsculo do filme, rola uma introdução legalzinha, mas infelizmente a trilha da mesma é a sofrível "The Times They Are a-Changin" do Bob Dylan. Você pode até gostar da música, mas ela não se encaixa bem com a montagem inicial e só dá a sensação de que o tempo está passando mais lentamente do que na época em que eu tinha aulas de história com o Sr. Lisâneas.

Depois disso o filme pende mais para o noir, com Rorschach (um dos heróis) e suas investigações um pouco mal explicadas que contrastam com sua narração extremamente pesada e que explica TUDO em mínimos detalhes (não sei se isso é culpa do quadrinho ou de Snyder, um diretor que é incapaz de inserir sutileza em seus filmes).

Daí somos apresentados aos outros heróis, o Dr. Manhattan, que é o único com super poderes. E bota super nisso, ele pode fazer TUDO que você imaginar e mais um pouco, mas parece ter uma quedinha pra fazer tudo lentamente e com muito menos praticidade do que esperariamos dum gênio quase onipotente. Nite Owl é um babacão vagabundo que deixou de ser um vigilante porque virou ilegal ser um. Ele passa a maior parte do filme sendo um babacão até que a gostosona decide dar pra ele e bate uma pau molecência. Ao invés de comprar Viagra ele decide que voltar a ser um herói é melhor solução… Bom, ele come ela, mas o Viagra seria mais rápido. E a gostosa em questão é filha do Comediante com uma gostosa de outrora. Ela era uma heroína também e volta à ativa quando o babacão decide voltar porque… bem, porque se ela ficasse em casa enquanto ele voava por ai com seu batmóvel voador ele definitivamente não ia tirar ela da secura.

Ah, também tem o viadinho que acha que é César, mas ele é mais o vilão da parada mesmo, então pau no cu dele.

O filme tem mais de duas horas e meia (e a versão em DVD terá 3h10m). Isso é um crime, digo isso porque grande parte do meio do filme é de se jogar fora. Toda aquela pau molecência, o Rorschach na prisão, tudo encheção de lingüíça que tá lá só porque tá no gibi e o Zack queria fazer mó fan service.

Pior que isso é aturar toda essa merda pra chegar num final que não me agradou nem um pouco. O discursinho babaca é muito similar com o do fim de The Dark Knight e não dá pra engulir não, o único personagem que tem uma resposta sã a ele é morto por isso, ah sai pra lá!

E depois do fim ainda rola mais uma ceninha pra me irritar mais ainda e tentar convencer você de que está tudo bem porque o povão teme a Deus (Dr. Manhattan).

…Ah e ainda não acabou, ainda rola MAIS UMA cena cujo o único propósito é fazer uma piada de “Ahahahaha não era engraçado quando ninguém acreditava que o Reagan se elegeria?”