Archive for June, 2009

Jean Charles


30 Jun

Imagine-se diante de um desafio: “Aposto que você não consegue fazer um filme disso.” O evento em questão é a morte do Brasileiro Jean Charles de Menezes. O tal desafiado é o Henrique Goldman, que topou e desafio e… Bom, fazer o filme ele fez. Escreveu, co-produziu e co-roteirizou.

image

Toda vez que olho para esse pôster eu leio “STALLONE é Cobra”

Já fui ver o filme com este pensamento na cabeça, não conseguia imaginar como criar uma narrativa cinematográfica com uma vida cujo grande ponto de interesse é seu abrupto fim. Não estou dizendo que só porque o cara morreu levando chumbo na cuca que a vida dele não é interessante, mas a única coisa extraordinária da sua existência parecia ser esse evento, pelo menos para mim e para todos com quem discuti a questão. O filme não me convenceu do contrário.

A primeira cena mostra Jean voltando do Brasil com a prima. Ela está usando um visto de turismo para entrar na Inglaterra, enquanto ele tem um visto de residente (obtido ilegalmente). O papo dele de que ela está lá pra ajudá-lo com o filho recém nascido cola nos oficiais e os dois saem do aeroporto. Ele comemora sua “façanha” de convencer o pessoal da imigração numa cena que parece servir só para, desesperadamente, conseguir a simpatia do espectador, uma certa admiração pela malandragem de Menezes. Comigo não colou e acho que não sou exceção. Aliás, o filme todo é uma grande compilação de eventos mundanos na vida de Jean todos mostrados de maneira a enfiar goela abaixo do público compaixão pelo protagonista. Para se ter uma idéia, o momento “heróico” de Jean Charles é consertar o equipamento de som em um show de Sidney Magal. Não que eu não a queira ver sorrir e cantar, mas é foda. Afinal tudo é um preâmbulo mal disfarçado para a, já esperada, morte dele, logo todo peso deste momento depende da ligação do protagonista com o espectador. Comigo não colou.

A vida de Jean Charles é banal, pelo menos quando mostrada em filme. Ele é um eletricista que faz um monte de malandragens e… E… Putz, é mais ou menos isso mesmo.

Além da vida muito pouco interessante de Jean Charles, o filme decide irritar e/ou entediar mais ainda o público ao utilizar pessoas que conheceram o verdadeiro Menezes. Isso mesmo, Goldman achou uma baita idéia utilizar pessoas comuns no lugar de atores, afinal atuar nem deve ser tão difícil assim né? É horrível e rende algumas risadas até. Cenas que são feitas para passar emoção ou estabelecer personagens lembram mais aqueles episódios de Saturday Night Live onde um apresentador-celebridade muito ruim faz parte dos esquetes.

Além de o diretor Henrique Goldman cagar e andar pra qualidade da atuação dos atores e dos não-atores (ou até não-atuantes) ele ainda é ruim de câmera. Os planos totalmente chapados criam cenas visualmente chatas (em todos os sentidos… menos no de piolho de pentelho) e várias momentos no filme sofrem de movimentos de câmera e cortes que, de tão toscos se tornam aparentes e incomodam até alguém que não entende muito sobre a coisa, como eu.

E nem pra terminar o filme fica fácil, após a morte de Jean, tive de aturar mais uma meia duzia de cenas desprovidas do melhor ator do filme que pareciam existir só para que o Goldman pudesse dizer “Olha, não acaba com ele morrendo.”

Não vou matar ninguém, mas essa crítica acaba por aqui.

[Update: Esqueci de linkar o brother Rafael Gomes que aturou este horrível filme comigo e também escreveu uma crítica.]

Eu Conheço Esse Cara…


27 Jun

Michael Jackson Morreu


26 Jun

Tenho tantas idéias, pensamentos, opiniões sobre esse personagem larger than life que não vou nem tentar falar de nada disso aqui.

Eu nasci com Michael sendo o rei do mundo, vivi todos os dias de minha vida até esse ponto com este fato claro em minha mente e agora que ele morreu.  Com isso fica mais claro que nunca haverá outro rei do pop, a era do astro global já era. E não há dia melhor para se dizer isso do que no dia em que o maior deles bate as botas… Prematuramente.

 

Filho de puta não era

Mas o pai é megera

Com os meninos não sei

Mas dizem que comia, era uma fera

 

Agora se foi

Mas se zumbi virar

Não vai mugir como boi

E sim vai dançar

 

Amanhã é sexta-feira

E eu não vou trabalhar

Michael Jackson

 

O pseudo-poema é uma merda, coisas que se faz de madrugada sem pensar, poeta inconseqüente, tá aí um bom título.

 

E fique com esse pensamento: Michael Jackson foi o maior nerd que já houve… E o maior que haverá.

-

Leia também: http://www.hitfix.com/blogs/2008-12-6-motion-captured/posts/2009-6-25-michael-jackson-is-gone

Reviews: O Problema


20 Jun

Há um tempo atrás, um amigo e colega de profissão pediu minha colaboração para um projeto. Eu topei na hora, afinal sou um desocupado que quer ser lido e essa era mais uma oportunidade. Infelizmente o tal projeto nunca foi lançado (talvez ainda o seja, mas agora sem a exclusividade do PRECIOSÍSSIMO texto abaixo). Então reproduzo aqui um texto que fala um pouco sobre o que via como problemas dos reviews de games na maioria das publicações. Algumas opiniões mudaram, outras nem tanto, mas a vida é assim.

-

O Problema dos Review(ers)

O Problema da nota:

Muito se discute sobre as notas que acompanham 99,99% dos reviews de videogames. Discute-se desde a necessidade de traduzir uma opinião para números até a melhor escala para tal nota.

Eu não sou completamente contra uma nota ou conceito que acompanha a crítica do jogo, tem seus benefícios, principalmente para comparação. Mas acho que ela tem que vir no fim do texto e não antes dele, como aparece na maioria das publicações, sejam elas online ou impressas. Pode parecer uma diferença mínima, mas a idéia que me dá a nota no final do texto é a de algo que finaliza o pensamento, que dá um breve fim à opinião do texto. A nota que vem antes do texto me parece um apaziguador de idiotas. Idiotas estes que pouco querem saber a opinião de quem jogou, querem só um número para justificar críticas ou paixões. Ambas infundadas.

Sobre a escala, já fui um defensor da escala de 100 pontos, mas hoje acredito muito mais nas escalas de 10 ou 5 pontos. E não me venha falar das notas de A a F da 1UP.

O Problema da Opinião:

O grande problema com a opinião expressada nos reviews de hoje é que a grande maioria é escrita tentando ser a voz de um veículo dando o veredicto final da vida de um jogo.

Isso é uma grande bobagem. Um review é e tem que admitir ser uma opinião pessoal de alguém que jogou o game em questão por um período de tempo que julgou adequado e daí pode formular e expressar uma opinião sobre o todo e as partes deste jogo. No leitor recai a responsabilidade de separar o que é opinião do que é uma característica do jogo e daí tirar suas conclusões.

Saber que os gráficos são ruins de um ponto de vista técnico e que isso irritou quem escreveu o review é relevante. Mesmo se você não liga para esta característica, você está a par de sua existência e de um de seus possíveis efeitos na experiência do jogador.

Também preciso expressar meu desgosto por alguém que escreve um review tentando esquecer a experiência que teve e passando toda e qualquer opinião por um filtro imaginário que é o conceito do público do jogo. O cara que imagina um certo público e daí extrapola opiniões que ele sabe que esse pessoal vai ter e escrever seu review assim.

No Fim das Contas:

O que fica é a idéia de sermos mais honestos quando escrevendo sobre um jogo e não ter medo de expressar a nossa opinião com medo do público. E fica também a esperança de que sendo mais diretos na definição do que é um review quebraremos o misticismo que os cerca, assim diminuindo drasticamente o pensamento burro que hoje domina nos fóruns de games por ai. Onde tudo que importa é o número do jogo no Metacritic e jogar mesmo é coisa de criança.

-

Agora é a hora de vocês aí discutirem nos comentários o que acham dessa merda toda.

MK vs. DC vs. Marvel?


17 Jun

Pois foi isto que me perguntei quando li o seguinte post no Twitter do co-criador de Mortal Kombat, Ed Boon:

image

Pode ser só uma provocação que não significa nada, mas se esse jogo realmente existir, este foi o primeiro indício de sua existência.

Eu espero que seja mentira e que Boon e o resto do MK Team estejam fazendo um Mortal Kombat de verdade.

Foi FO-DA


05 Jun

IMG_0140IMG_0304 IMG_0403 IMG_0408

… mas acabou

Mel’s Cast… Mas que é do Pablo e do Gus


01 Jun

Mesmo famintos e esperando seu almoço, nossos fiéis apresentadores nos trazem audio DETONANTE direto de L.A., The City of Angels, The Los!

 
icon for podpress  Mel's Cast [8:34m]: Play Now | Play in Popup | Download

Tem Que Trabaiá


01 Jun

Por isso se precisa de combustível:

IMG_0329

Pra se preparar, nada melhor do que enfrentar tumulto de liqüidação como escudeiro do japinha carismático, saí de lá com tesouros:

IMG_0331

Almoçamos no restaurante do Mel, pena que não é o Brooks:

IMG_0310

Depois foi hora de prestigiar o ambicioso Nolan Bushnell (videoreview do restaurante foi gravado, vai ao ar em breve):

Depois foi hora de bater pé na Best Buy pra sair cansado demais pra tirar foto…

Aí o brother dos brothers apareceu em seu cavalo branco para nos resgatar (carango TRU):

IMG_0320

Jantar pizza em Santa Monica é coisa de boy:

IMG_0318 IMG_0321 IMG_0322 IMG_0324 IMG_0326

Tem o vídeo e audio do dia de hoje. Quando der vai pro ar quando der… Entendeu?