New Super Mario Bros. Wii: O Que Eu Achei

15 Nov

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Aviso: Não joguei "todo" o jogo. Aproveitei o evento de lançamento para jogar várias fases no modo competitivo e mais ou menos umas duas horas para jogar os três primeiros mundos com mais três jogadores.Este texto é simplesmente uma crítica do que pude jogar de NSMBW.

New Super Mario Bros. Wii não é, como a Nintendo anda dizendo, uma verdadeira continuação de Super Mario Bros. 3 ou Super Mario World.

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Aí é que dá merda.

O jogo, como seu nome incrivelmente besta já indica, é uma continuação de New Super Mario Bros. Que, por sua vez, é quase uma continuação de Super Mario Bros., porque ignora muitos elementos introduzidos em SMB3 e SMW, mas inclui futilidades copiadas de Super Mario 64 e outros jogos 3D do encanador italiano.

A possibilidade de se jogar com até quatro pessoas simultaneamente foi (e é) utilizada como ponto principal em todo o marketing do jogo. Nunca me esquecerei de Cammie Dunaway e Reggie Fils-Aime tentando convencer a mim e a todos que assistiam a keynote da Nintendo durante a E3 2009 que, por envolver um modo cooperativo para quatro jogadores, este era o verdadeiro e esperado Super Mario Bros. 4. Bom, eles não enganaram a mim nem a ninguém, não só porque isso é muita bullshitagem até pra quem gosta de ser enganado, mas porque Super Mario Bros. 4 existe: Super Mario World foi originalmente lançado como Super Mario Bros. 4: Super Mario World, mas só no Japão. Depois disso veio Super Mario World 2: Yoshi’s Island e todo mundo perdeu a conta mesmo.

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Depois dessa daí ninguém mais soube se decidir.

Quando falei que o modo multiplayer é cooperativo, estava sendo bondoso e esperando civilidade daqueles que exploram o Mushroom Kingdom. A melhor descrição para a situação é "pura anarquia". Há um modo mais competitivo, onde ganha quem coletar mais moedas, mas isso não quer dizer que jogar as fases normais seja um exercício de colaboração, compaixão e confraternização. Rapidamente toda fase vira uma grande bagunça com pessoas correndo para todo lado, um "roubando" o power-up que o outro ia pegar, empurrando uns aos outros para a morte certa e impedindo uma inspeção mais meticulosa da área para que se ache itens escondidos e passagens secretas (o que, para mim faz parte da experiência de se jogar qualquer jogo do Mario tanto quanto cogumelos e estrelas).

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E isso que a muvuca nem começou.

Falando em cogumelos, a seleção de personagens jogáveis me decepcionou e muito. Ao invés do clássico time de Mario, Luigi, Peach e Toad, temos que abrir mão da princesa e de seu fiel escudeiro para dar espaço a dois primos cuja única diferença (com o Toad original e entre si) é a cor de suas pintas. (Um é azul e o outro amarelo.)

Isso me pareceu preguiçoso. Preencher metade dos personagens de um jogo com cópias genéricas de um cogumelo falante é uma yoshização (sim, inventei esse termo) sem vergonha feita nas coxas para tentar repetir o sucesso dos dinossauros gente boa.

Voltando à dinâmica de se jogar "Mario de quatro", preciso avisar que por mais que a lambança fique incontrolável, isso não dura. Todo mundo morre facilmente… Mas volta logo em seguida numa bolha, que ao estourada libera o infeliz para continuar o auê.

Pois é leitor, bolhas, iguaiszinhas às que você odiava em Yoshi’s Island (mais um elemento surrupiado do legado dos pobres répteis) e que, não só lhe trazem de volta do mundo dos mortos, mas também podem ser usadas, sem penalidade alguma, para lhe salvar de uma queda, um inimigo, enfim, qualquer coisinha que ameaçar lhe tirar o bom humor.

"Mas Gus, quer dizer então que eu não vou morrer nunca se estiver jogando com meus amigos, ‘trutas’ e parceiros?" Não é bem assim, mano. O esquema é o seguinte: O descontrole da situação, mesmo quando se joga somente com duas pessoas é tanto, que a cada duas ou três fases, você e seu(s) amigo(s) vão sucumbir aos perigos e perigosos ao mesmo tempo, aí tem que recomeçar a fase mesmo. (Mas se você passa na bandeirinha esperta que fica mais ou menos no meio da fase, você recomeça dali depois de falhar miseravelmente).

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Podia tá matando, podia tá roubando, podia tá fazendo piada de arroto e pum.

Falando em morrer, vidas e todas essas coisas tão vitais, decidi que era bom falar dos continues. Então aqui vai: Quando alguém perde todas as suas vidas, um contador de quantos continues aquele personagem usou aparece na tela… E é isso aí. Acho que é um baita comentário em meta-linguagem sobre o quão antiquado é o conceito de continues, uma mecânica criada pura e simplesmente para lhe separar de seu querido capital de giro. (E, em casos graves, até aquele que não é de giro.) Aposto que quando se joga no modo single-player, você tem de voltar ao último save que fez e tudo mais. Tai outro conceito antiquado: Por que eu só posso salvar depois de passar de determinadas fases? Por que eu não posso ter a liberdade de escolher quando salvar?

Acho que ter usado o termo meta-linguagem ali em cima me dá o direito de usá-lo como uma transição para este parágrafo: O parágrafo em que eu falo dos elementos de jogos passados que foram usados em New Super Mario Bros. Wii. Bem, há mapas, mas cada mundo é separado do outro, logo estamos falando do estilo Super Mario Bros. 3 de mapas. De SMB3 também vêm as fortalezas no meio do mundo, as mini-fases representadas no mapa pelos Hammer Bros. Já os chefões são os Koopa Kids, mas no estilão Super Mario World de ser, inclusive nas fortalezas (pois é, nada de Reznor, Boom Boom ou Bowser Jr.). Já pra dar aquele ar mais clássico, mais muleque, mais arte, mais "de raiz, as fases terminam com o velho e bom mastro com a bandeirinha e tudo mais.

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Os mano tão de volta e isso eu aprovo.

Quem gosta de Mario gosta de power-ups e este jogo os tem. Mas, aparentemente, a Nintendo acha que Super Mario Bros. 3 foi um fracasso e decidiu que nenhum power-up introduzido nele merece nem ser mencionado. Aí a gente fica tendo que aturar falta de criatividade na forma de uma flor que te deixa soltar bolas de… Gelo! E imbecilidade na forma de um capacete com hélice, com o qual você pode dar uma voadinha bem brocha, mas só quando você chacoalha o wiimote como um retardado ou um punheteiro descontrolado.

E o prêmio Cagar Para Inovar (TM) vai para o controle, que passou por algum tipo de modificação e agora rola uma inércia muito estranha e diferente da dos outros jogos da série. Sair do lugar quando parado é especialmente demorado e faz com que todas aquelas horas que você passou fazendo speed-runs em Super Mario Bros. 3 sejam ainda mais tristes e inúteis.

Enfim, jogar "com a galera" pode ser divertido, mas também se torna profundamente irritante e frustrante em muitos momentos. Já as mudanças nos "fundamentos" do jogo (como power-ups e o movimento dos personagens)tem o potencial para irritar qualquer um mesmo quando se joga sozinho.

17 Responses

  1. Jefferson says:

    Pô, esqueceu de comentar a razão de você não ter jogado “todo o jogo”. Fala daquela parte que vc encalhou e tal… hahahahaha

    Shame on you.

  2. Gus Lanzetta says:

    Pois é, encalhamos numa parte muito estranha do castelo 3 e aí o evento acabou.

    Até liguei pro Pablo pra “pedir uma dúvida”, mas ele me falou que a Powerline não funciona aos domingos.

  3. Caio says:

    Achei q esse jogo ia finalmente me deixar com vontade de comprar um Wii…mas nao deixou!

  4. Ananias says:

    Meu Wii está emprestado há meses. Não vai ser agora que eu vou pegar de volta.

  5. Rafagoom says:

    Pelo retorno da folha que transforma em racoon (como é o nome desse bicho em português?) e a pena que transforma o Mario em Super Mario =(

  6. Pablo says:

    raccoon é guaxinim.

    e a powerline realmente não opera aos domingos – e jamais operou.

  7. [...] saber mais sobre o evento em si e o jogo lá exibido (a saber, o New Super Mario Bros. Wii), leia a resenha escrita pelo hiperativo Gus Lanzetta, que esteve lá e viu tudo com os próprios [...]

  8. Rafagoom says:

    Pablo Miyazawa relembrando os velhos tempos de Powerline. Obrigado =D

  9. Eu vivo sem folha de guaxinim e sem pena. Eu quero é o sapato Kuribo!

  10. Gus Lanzetta says:

    Bom texto sobre o jogo que saiu na Slate semana passada: http://www.slate.com/id/2235587?obref=obinsite

  11. Darox says:

    o galaxy ainda parece mais interessante

  12. Mauri Link says:

    Game of the Year!

  13. Diego says:

    Cara criticar o game como vc faz só mostra que vc não é fã o suficiente para falar do dos games do Mario, primeiramente, eu e todos meus amigos que jogaram o game gostamos muito, segundo, de onde vc tirou que o modo coop não é bom para achar partes secretas nas telas ?? a lugares que fica bem mais facil se vc usar algum amigo para te ajudar a chegar mais alto ou então arremessando vc até o lugar, sinceramente vc jogou isso na E3 mas me parece que se tivesse deixado minha irmãzinha de 7 anos jogar no seu lugar ela teria feito melhor.

  14. Fau says:

    Lí inúmeros reviews antes de comprar o jogo e todos o avaliaram de forma positiva. O seu foi o único que meteu o pau no jogo.
    Já o joguei e discordo de muito do que você disse. Achei o jogo divertidíssimo. Acho que você apontou apenas os pontos negativos, que na minha opinião nem são suficientemente ruins a ponto de fazerem com que o jogo seja ruim. Contudo concordo com a questão da “inércia”.

  15. eddy says:

    alguem sabe abrir a setima tela do oitavo mundo ?

  16. Paulo Guedes says:

    Depois de terminar o oitavo mundo vem a tela de final do jogo e então um nono mundo é liberado. A partir daí você pode salvar o jogo em qualquer ponto. Para jogar as fases do mundo 9, você precisa pegar todas as estrelonas de todas os mundos anteriores. É quando o jogo fica bacana.

    Já quanto a jogar em multiplayer, concordo: no começo é do caralho, divertido pra caramba, mas logo cansa. Porque tem muito pouco de cooperativo. Aliás a única característica de cooperação é o lance da bolha: se a fase estiver muito difícil, fique na bolha e acompanhe seu amigo terminar ela sozinho.

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