OnLive, O Futuro Está Aqui? Que Futuro Está Aqui?

24 Mar

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Se você está acompanhando as notícias saídas da Game Developers Conference 2009 (que está rolando nesta semana, lá em São Francisco), é muito provável que você tenha lido algo sobre a tecnologia inovadora que a OnLive anunciou.

O serviço que carrega o mesmo nome da empresa promete disponibilizar jogos por streaming para qualquer computador ou até para sua TV (usando um dispositivo bem pequeno que a empresa diz ser muito barato). Você poderá comprar ou alugar um jogo e começar a jogar em segundos, já que não é preciso baixar nem instalar nada. Tudo roda nos servidores da empresa e só um sinal de vídeo do jogo é enviado a você, que envia somente os seus comandos feitos no controle, teclado e/ou mouse.

Steve Perlman (CEO, CTO e fundador da OnLive) diz que isto é possível sem lag por causa da tecnologia de compressão usada para envio do sinal de vídeo. Por isso será necessário apenas uma conexão de 1,5 Mb/s para se jogar em 480p ou 5 Mb/s para se jogar em 720p.

Tudo isso está sendo demonstrado para a imprensa lá na GDC usando Crysis e GRID como as “cobaias” e nas impressões que li até agora, ninguém citou problemas de lag nem quedas significativas a taxa de frames por segundo.

Fantástico, não? Sim, muito… Se der certo. Tudo que vimos até agora parece promissor, mas vimos pouco e os testes que importam (os feitos com milhares de usuários espalhados por uma grande área) ainda não foram feitos. Talvez seja porque eu me lembro do Phantom quando leio sobre novas plataformas de distribuição de games de PC, mas eu ainda me mantenho cético.

O que me deixa de pé atrás não é só o quanto isso seria útil para nós usuários, mas o quanto machucaria os fabricantes de hardware (desde os que fazem consoles aos que fazem peças de PC).

Pense comigo: se você consegue rodar Call of Duty 4 sem precisar de um PC e consegue que ele responda super bem aos seus comandos, quanto tempo levará para a OnLive trazer uma suíte de programas para o serviço? Open Office, por exemplo. Quem sabe até uma distro de Linux. E daqui a pouco não só os fabricantes de consoles e placas de vídeo estão em desvantagem, mas todos os fabricantes de hardware. É algo a se pensar.

Outro fator a se levar em conta é que, por mais que tenhamos a velocidade para fazer isso (de acordo com o Sr. Perlman), mas e os provedores de conexões banda larga que, cada vez mais, restringem-nos clientes com limites de download. Isso sim é que me preocupa, o dia em que não vou poder jogar porque estourei meus 50GB mensais. Seriam os ISPs o último fronte de proteção para os que perdem dinheiro se você não necessita mais de tanto hadware?

E o monopólio? Se o OnLive pegar ele vira monopólio? Ou haverá outras tecnologias que virão para concorrer com ele? Tomara que venham, pois a concorrência é melhor para todos.

E como fica a turma dos direitos de propriedade, eu sou um deles. Me preocupo em o quanto eu sou dono de algo que não tenho fisicamente, o que se dirá então, de algo que nem no meu HD eu tenho?

Este foi um texto mais cheio de perguntas do que de respostas, mas isso só mostra aonde estamos, eu e você diante uma tecnologia que pode revolucionar nossas vidas, um impacto de Web 5.0 isso sim.

8 Responses

  1. Ananias says:

    Faltou falar das fabricantes de software também. Se isso pega, ninguém mais compra jogo nenhum. Se a pirataria, as locadoras e o mercado de jogos usados já assusta, isso pode irritar ainda mais. Não sei se uma produtora liberaria seus jogos para serem lançados neste sistema (a OnLive vai ter que gastar muito dinheiro para conseguir as licensas de jogos), mas nada impede de, por exemplo, a Microsoft e a Sony “clonarem” este sistema e o utilizarem em suas redes virtuais. Mas o pior problema deste sistema ainda me parece ser mesmo a falta de banda necessária para um gamer hardcore, ainda mais no terceiro mundo, conseguir se manter.

    Sei lá, ainda é cedo para se chegar a qualquer conclusão, mas se a idéia for bem trabalhada, pode ser uma ótima ferramenta de distribuição (apesar de eu achar que o m, principalmente no combate a pirataria. Imagina uma exclusividade para OnLive, vai ser MUITO mais difícil (ou pelo menos deveria ser) piratear um jogo assim.

    Que comentário confuso foi este (cheio de idéias dentro de idéias).

  2. Caio says:

    Vamos pensar: se hoje em dia, q as informações viajam somente em 1 sentido e ja existe mto lag nos jogos, imagina o meu tiro, sair do meu pc, ir ate o servidor deles, q vai processar a informação, a informação dos tiros de outras pessoas e ainda mandar esse sinal de volta pra mim e pra todos os outros jogadores, enquanto eu ainda tento deslizar pro lado pra desviar dos tiros q estou levando…humm…acho q nao hein…nao faz mto sentido

  3. [...] falar aqui sobre a tecnologia revolucionária apresentada pela OnLive assim que eu digerir melhor a idéia. É difícil dizer o que isso representará para o mercado e [...]

  4. Marques says:

    Eu realmente acredito que o formato não vai vingar.
    Pra nós gamers isso até faz muito sentido, mas pra maioria das pessoas que quase sempre nunca jogam online ou precissam de uma mídia física esse sistema é praticamente impossível.

  5. Zitosilva says:

    Ainda não sei direito o que pensar sobre isso. Parece haver mais pontos negativos do que positivos. A acessibilidade é algo ótimo, com certeza. Mas mesmo ela é precária. Quantos países do mundo tem a banda necessária para utilizar esse sistema? E acho que ficou bem claro que algo desse porte não pode viver dos EUA sozinho.
    E os pontos negativos são vários. Não gosto da ideia de não ter acesso a nenhuma forma física da mídia. Não é apenas fetishe (não estou negando que seja), mas há algo na compra e na posse do objeto que aumenta seu valor e cria um tipo de vínculo diferente com o mesmo (não é coisa da minha cabeça. A Psicolgia e filosofia explicam). Além disso, me assusta um pouco a idéia de todo o controle estar concentrado apenas em um lugar, nas mãos de outra pessoa. Isso tiraria muito da liberdade que temos agora, e diminuiria o ritmo com o qual esta tecnologia vem crescendo. Além de todos os outros pontos que você apresentou no post, é claro.

  6. konkerS says:

    Quanto à discussão dos jogos:
    Acredito que você ainda terá que comprar os jogos, isto é, as empresas dos jogos continuarão lucrando com esse sistema e lucrando mais…
    Quem aqui, ao menos uma vez, não deixou de comprar um jogo porque não tinha um hardware necessário para jogá-lo?!
    Com esse sistema, isso não seria um problema. Posso até arriscar dizer que irão lucrar mais, muito mais.

    O que me preocupa são as empresas que fabricam os hardwares…
    Como o próprio fundador do serviço disse na GDC, eles tiveram que “reinventar o hardware” para tornar o serviço possível.
    Não sei não… mas se eu fosse o dono da NVIDIA ficaria preocupado.

    Como já citado em uma das respostas, imaginem se eles começam a implementar mais serviços e não apenas jogos, tais como: Photoshop, Editores de texto, ou indo um pouco mais “além”, um “Sistema Operacional” completo…

    É algo à se pensar.

  7. [...] um assunto “antigo” (para os padrões da internet, claro). A notícia em si você pode ver aqui. Se está com preguiça, é sobre um novo serviço anunciado nesta GDC que promete entregar, via [...]

  8. Saulo says:

    Eu queria comentar alguns pontos dos comentários aqui colocados.

    1 – O preconceito de que não daria certo um servidor centralizado processando tudo por causa do LAG.
    Vale a pena lembrar, que algum tempo atrás, era impossível pensar que quase todos os computadores do mundo estariam conectados por uma só rede, e que todos de alguma forma poderiam se comunicar, trocar trabalhos e experiências. Ou seja, o que eu quero dizer com isso é que ter preconceito de novas tecnologias é senso comum, agora realmente ter a capacidade de criar algo novo precisa ser cabeçudo que nem os caras do Onlive.

    Se eles estão colocando no mercado é porque eles sabem que o negócio funciona. Pelo menos dentro dos 1000km de raio e 1.5 Mb/s.

    2- Vai ser um problema pro fabricantes de software?
    PELO CONTRÁRIO! todos os fabricantes querem que seus software sejam vendidos desta maneira, enfrentando o grande vilão da pirataria de forma honrosa.

    Esse modelo de negócio deu certo com muita gente. Veja o caso do World of Warcraft. Vc paga por mês. A Blizzard só ganhou nessa história.

    Agora imagina um modelo de negócio assim com todos os tipos de jogos possíveis? Vc paga por mês pra Onlive, para pra comprar os jogos (ou seja, vai dinheiro pros fabricantes) e ainda paga com add-ons, updates, novas fazes, etc. Assim como no iPhone, Taikodom, Project Entropia, Xbox Live, PSN…

    3 – Finalizando
    O Onlive tem muito pra dar certo.
    - Cloud Computing já é sucesso entre as grandes empresas inovadores, como Google.
    - A banda das conexões só cresce. Infelizmente Brasil tem uma das piores banda/ruído/custo do mundo. Mas aqui, como no mundo, também só melhora com o tempo.
    - Precisa-se encontrar maneiras de combater a pirataria de forma correta, com modelos de negócios assim. Assim como o Zeebo, da Tectoy.
    - E por fim, deixar para sempre a prensagem e gastos de materiais superfulos de distribuição de software (caixas, CDs, DVDs) é bom para o mundo. É bom para o meio ambiente.

    Abraços!

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